Um mídia kit é a apresentação que você manda para as marcas quando quer fechar uma parceria. Ele reúne, num lugar só, quem você é, os seus números e o perfil do seu público. Pense nele como o currículo de um criador de conteúdo: em uma olhada, a marca entende por que vale a pena trabalhar com você.
Antes de tudo, uma dúvida comum de grafia: mídia kit, media kit e midia kit são a mesma coisa. A forma correta em português é "mídia kit", mas muita gente escreve "media kit" (do inglês) ou "midia kit" sem acento. Não se preocupe com o nome, e sim com o conteúdo.
Para que serve um mídia kit
Quando uma marca considera pagar por uma parceria, ela quer reduzir o risco. O mídia kit responde, sem ela precisar perguntar, às três coisas que decidem um "sim":
- Você alcança quem? Tamanho e, mais importante, o perfil do público.
- As pessoas te ouvem? Engajamento, não só número de seguidores.
- Como é trabalhar com você? Formatos, exemplos e contato.
Sem um mídia kit, cada conversa com marca começa do zero e você manda dados soltos por mensagem. Com um, você aparece profissional e responde tudo em um clique. Isso muda a percepção de "criador amador" para "parceiro sério".
O que colocar num mídia kit
Aqui está o que não pode faltar. Não precisa de muitas páginas, precisa de clareza.
- Foto e bio curta. Quem você é e sobre o que fala, em duas ou três linhas.
- Seu nicho. Beleza, lifestyle, tech, fitness, o que for. Marca busca encaixe, não generalista.
- Plataformas e números. Seguidores por rede, alcance médio, visualizações e taxa de engajamento. Use dados reais e recentes.
- Perfil do público. Faixa etária, gênero, principais cidades ou países. É o dado que a marca mais valoriza.
- Exemplos de conteúdo. De três a cinco posts ou vídeos que mostram o seu estilo e deram bom resultado.
- Parcerias anteriores. Se já trabalhou com marcas, cite uma ou duas. Prova social pesa.
- O que você oferece. Os formatos que entrega (post, reels, stories, vídeo UGC) e, se quiser, uma faixa de valores.
- Contato. E-mail e redes, bem visíveis. Parece óbvio, e é a parte que muita gente esquece.
Sobre valores: colocar ou não é escolha sua. Muitos criadores deixam a faixa de preço para a conversa, para poder ajustar conforme o escopo. Se colocar, deixe claro que é um ponto de partida.
Como criar um mídia kit, passo a passo
Você não precisa pagar nada nem contratar um designer. Dá para montar com uma ferramenta gratuita de apresentação ou design:
- Reúna seus números nos apps do Instagram e do TikTok (as contas profissionais mostram alcance e engajamento).
- Escreva a demografia do seu público a partir desses mesmos dados.
- Escolha os melhores conteúdos e uma ou duas parcerias, se tiver.
- Liste seus formatos e, opcionalmente, uma faixa de valores.
- Organize num layout limpo, exporte como PDF ou como uma página com link, e deixe o contato em destaque.
Pronto. Um mídia kit simples e honesto vale mais do que um cheio de gráficos bonitos e dados inflados.
Mantenha os números atualizados
Este é o erro que mais custa parcerias: um mídia kit feito uma vez e esquecido. Seus números mudam todo mês, e mandar dados de seis meses atrás passa uma imagem de descuido, ou de conta em queda.
Por isso vale separar o que é fixo (bio, nicho, formatos) do que muda (seguidores, engajamento, exemplos recentes). Reserve dez minutos por mês para atualizar a parte que muda. Um mídia kit em página com link ajuda aqui: você edita num lugar só e o mesmo link já mostra a versão nova, sem reenviar arquivo.
Exemplos: o que escrever em cada seção
Saber o que colocar é uma coisa, saber como escrever é outra. Alguns exemplos curtos para você adaptar:
- Bio: "Criadora de conteúdo de beleza e skincare. Ajudo minha comunidade a escolher produtos que valem a pena, com reviews honestos."
- Público: "78% mulheres, 25 a 34 anos, principais cidades: São Paulo, Rio e Belo Horizonte." Use os seus dados reais.
- Engajamento: "Taxa de engajamento média de X% nos últimos 90 dias", em vez de só o número de seguidores.
- Formatos: "Reels dedicado, sequência de stories com link, vídeo UGC para anúncio."
- Chamada final: "Vamos criar algo juntos? Me chame em [e-mail]."
O tom importa: escreva como você fala, sem jargão de marketing. Uma marca prefere clareza a palavras bonitas.
Mídia kit com poucos seguidores
Se você está começando e tem poucos seguidores, não esconda isso, reposicione. Marcas trabalham cada vez mais com micro e nano criadores, porque o público pequeno e engajado converte melhor. O que fazer:
- Destaque o engajamento, não o tamanho. Uma taxa alta diz mais que um número grande e parado.
- Mostre o público, com clareza. Um nicho bem definido é um argumento de venda por si só.
- Prove com conteúdo. Se ainda não tem parcerias, coloque exemplos de UGC feitos por você para produtos que já usa. Isso mostra a qualidade da entrega.
Um mídia kit honesto de um perfil pequeno, bem apresentado, fecha parceria antes de um mídia kit inflado de uma conta grande e sem interação.
O link que acompanha o mídia kit
Um mídia kit em PDF resolve, mas ele é estático: no dia em que a marca abre, os números já podem estar velhos. Um link ao lado do kit resolve isso e ainda dá à marca algo para clicar e explorar. É aí que uma página de recomendações entra bem: ela funciona como uma prova viva do seu trabalho de indicação, sempre atual, com uma URL curta que você coloca no mídia kit e na bio.
Com o Spotilink você monta uma página de recomendações para juntar ao seu mídia kit: cada ficha é feita à mão, com a sua foto, a sua opinião e um cupom para copiar, e o botão Saiba mais leva o clique até a loja, sem preço à vista. A URL personalizada está inclusa no plano grátis, então o link fica com o seu nome, e você vê quantos cliques cada ficha envia, um sinal de engajamento real para mostrar às marcas. Limite honesto: o Spotilink mostra cliques, nunca vendas ou valores, e é uma vitrine de recomendações, não um construtor de mídia kit em si.
Mídia kit e o resto do seu trabalho
O mídia kit é uma peça de um conjunto maior. Ele apresenta você, mas quem fecha a parceria também olha o seu conteúdo do dia a dia e a forma como você conversa com o público. Se você está construindo esse público agora, vale entender o caminho de UGC e criação de conteúdo, que é uma das formas mais acessíveis de começar a trabalhar com marcas mesmo com poucos seguidores. E se você já monetiza, organize suas indicações para não perder cliques, como vemos no tema de monetização.
Se você gerencia vários criadores
A conta muda quando você não apresenta uma pessoa e sim um casting. Um agente que manda cinco mídia kits separados, cada um num formato diferente, perde justamente o que uma agência deveria trazer: consistência.
Três hábitos evitam isso:
- Um modelo único. Mesmas seções, mesma ordem, mesmo vocabulário para os números. Assim a marca compara dois perfis em trinta segundos em vez de decifrar dois documentos.
- Uma página por criador, não um PDF por criador. Um link se atualiza; um PDF enviado há três meses continua circulando com números vencidos.
- Uma apresentação da agência antes. Quem vocês são, os nichos, os tipos de campanha que entregam, e só depois os perfis individuais.
É exatamente esse o caso de uso do nosso plano para agências e managers: uma vitrine por talento, cada uma com a sua URL e as suas estatísticas, todas numa única conta.
Comece de graça
Um bom mídia kit não precisa ser bonito, precisa ser claro, real e atualizado. Monte o seu com as seções acima e reserve dez minutos por mês para manter os números em dia.
E para dar à marca um link que prova o seu trabalho de indicação, crie sua página de recomendações grátis, junte suas melhores dicas num lugar só e use essa URL no seu mídia kit e na sua bio.

