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Quanto cobrar por publicidade no Instagram: o método

Como calcular quanto cobrar por publi no Instagram a partir dos seus números, quanto cada formato muda o preço e os extras que quase ninguém cobra.

Jules·

Publicado em 12 de agosto de 2026

·

8 min de leitura

Uma criadora fotografa um produto de beleza com o celular para montar sua vitrine de recomendações

Passo a passo

  1. Reúna os seus números reais

    Abra as estatísticas da conta profissional e anote o alcance médio e as visualizações médias dos últimos 30 a 90 dias, separando por formato: feed, stories e reels. Trabalhe com a média, não com o seu melhor post.

  2. Estime o alcance daquela entrega

    Calcule quantas pessoas a peça combinada deve alcançar de verdade. Um reels e uma sequência de três stories têm alcances muito diferentes, e é o alcance esperado que vira preço.

  3. Defina o seu valor por mil pessoas alcançadas

    Escolha um valor de referência por mil pessoas alcançadas e ajuste para cima conforme o nicho, a taxa de engajamento e o trabalho de produção envolvido. Esse número é seu e deve se manter estável entre propostas.

  4. Some os extras contratados

    Acrescente separadamente o que não é a publicação em si: direitos de uso em anúncio, exclusividade, prazo de urgência, roteiro e edição mais elaborados, entrega do arquivo bruto.

  5. Arredonde e escreva a proposta

    Feche o valor, coloque no mídia kit ou na proposta o que está incluído, quantas rodadas de alteração, o prazo e a validade do preço, e mande por escrito antes de começar a produzir.

Perguntas frequentes

Não existe tabela oficial. O caminho que funciona é calcular a partir dos seus próprios números: estime o alcance real da peça combinada, aplique um valor por mil pessoas alcançadas que você define e mantém estável, e cobre à parte os extras (direitos de uso em anúncio, exclusividade, urgência, edição). Perfis pequenos e muito engajados podem cobrar acima da média do seu tamanho, porque a marca compra atenção, não seguidor.

Stories costumam valer menos por peça do que um reels ou um post no feed, porque somem em 24 horas e alcançam sobretudo quem já segue. Por isso quase nunca se vende um story isolado: o formato usual é uma sequência de três a cinco stories, com link ou cupom, precificada como um pacote. Se a marca quer que o story fique nos destaques, isso é uso adicional e entra no preço.

Circulam várias, e nenhuma é oficial. Elas ajudam como ordem de grandeza, mas erram muito porque ignoram nicho, engajamento e direitos de uso, que são justamente o que mais muda o valor. Use uma tabela só para não pedir algo absurdo, e calcule o seu preço pelos seus próprios números de alcance.

Pode, e deve. Se a marca vai usar o seu conteúdo, houve trabalho: roteiro, gravação, edição, tempo. Cobrar pouco demais não acelera o sim, muda o tipo de cliente que você atrai e cria um teto difícil de subir depois. Se ainda não tem histórico, comece com valores modestos e um prazo de validade curto para o preço, e reveja a cada três meses.

Permuta é receber produto em vez de dinheiro. Vale a pena em dois casos: quando o produto tem valor real para você e você compraria de qualquer forma, e quando é a sua primeira entrega em um nicho e você precisa do material para o portfólio. Fora isso, permuta não paga aluguel e costuma vir com as mesmas exigências de uma campanha paga, incluindo direitos de uso.

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